5 de jul de 2010

Pequena morte

Todos os dias eu morro um pouco que é para dar lugar à novas esperanças.
Meu morrer é uma forma de enterrar os sonhos velhos, há muito desgastados pelas tentativas vãs de tornarem-se realidade.
Curioso é imaginar que na mesma terra fértil que sepulto esses despojos brotam novas vontades. Sou eu querendo de novo, brincando com Morfeu.
Nesse círculo de morte e vida, aos sonhos que ultrapassam a barreira onírica atribuo o nome de conquista, realização, felicidade; Aos que perecem para sempre no vale sombrio, pura ilusão.
Há quem prefira se agarrar ao leito/jazigo deste último, mas eu não. Eu preciso respirar o acontecer e ele não se encontra nos desejos moribundos e desfalecidos.


Sabrina Davanzo

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