16 de jun de 2009

Enchimento


Fico olhando para o coelho que mora em cima da minha cama, tão cheio de si.
Eu que ando me sentindo tão vazia. Peço para ele um pouco daquela coisa que o torna tão fofinho para preencher o buraco que tenho no coração. Ele diz que não pode. Se ele me completar, quem vai ficar murcho é ele.

Sabrina Davanzo

5 comentários:

Renata de Aragão Lopes disse...

Ah, mas antes ele que você!
Afinal, você não é de pano... (risos)

Também falei de "malas vazias" hoje...
Sensação, de alguma forma, compartilhada.

Beijo, Sabrina!

Neotenia disse...

Mas me diz... depois que você escreve não sente seu corpo trasnbordando, não? (eu sinto)

Então pensa comigo, se está transbordando é porque está cheio, se está cheio é porque não está vazio...

(quando me sinto vazia meu enchimento é escrever...)

BAR DO BARDO disse...

diálogo filosófico


mas bem que ele poderia emprestar ao menos metade do estofo...

Clara Gontijo disse...

O coelhinho verde! que bonitinho... bem que um verdinho no coração pode fazer bem hem.

Denise disse...

Se me permitem colocar esse pensamento (não tenho o autor aqui, mas tá valendo):"Em todo coração humano há um buraco no formato de Deus, só Ele pode preenchê-lo. Tentar colocar outras coisas no lugar vai apenas confirmar ainda mais o sentimento de vazio."