18 de dez de 2008

Mau dia



Há momentos que, sem querer, ela acaba por magoar as pessoas que lhe querem bem. Não é de forma alguma intencional. Não lhe agrada essa sensação.
De gestos meigos e palavras doces, não é de se esperar que ela possa dirigir a alguém tão querido palavras rudes.
Mas ela, tão igual a tantos outros, é falível e sente, muitas vezes, a fraqueza lhe invadir a alma.
Tudo isso certamente tem a ver com a vida e a forma como ela a encara. É de se compreender que vez ou outra não saiba como lidar com os acontecimentos.
Certo mesmo é só fato de que por mais que se perca, nunca perde sua ternura.
Tão logo essa dor e angústia em forma de tempestade passe, ela já é a mesma de sempre.
Não a tenha mal. Não sofre ela de neurose ou transtornos do humor.
Diga se há no mundo alguém que em dado momento não deixou a mostra suas limitações e falhas.
Esteja certo de que nessas horas tempo é o melhor remédio. Com ele tudo se acalma. A poeira se assenta. O bem-querer se faz novamente presente.
Perdoe-a. Nem todos os dias são bons. Isso a assusta.

Sabrina Davanzo






3 comentários:

Family disse...

A certeza de que todos somos humanos. Cometemos erros, temos fraquezas, choramos. Ferimos. E temos a humildade de assumir tudo pra começar tudo de novo!
Muito linda sua percepção disso!!

Marlise disse...

É, as pessoas são assim. Ser humano é ser falível...

Anny disse...

Sabrina:
Adorei o texto. Parabéns!
Sabe, esquecemos que a gente tem avesso e direito. Mas ter a humildade de se reconhecer humano e falível, faz parte de quem é generoso para consigo mesmo e com os outros.

*Obrigada pelo comentário no
no Blog Linha, já respondi você.
Beijos.
Anny