23 de mar de 2011

Agridoce

Visto o meu melhor vestido e calço o meu sapato mais confortável para participar de um banquete.
Por não saber como será essa festa, dá vontade de ficar em casa. Mas seu eu ficar o que é que vou ter para contar? É preciso ir e experimentar os doces e salgados. Os líquidos e os sólidos. Se alguma comida não me agradar, sempre dá para andar pelo salão e conhecer os outros convidados, dançar alguma música.
Tem que ter boa vontade. Tenho aprendido que nada é de tudo ruim e que é por isso que existe o agridoce. Para os indecisos. Para não ser tão trágico, nem maravilhosamente emocionante.
Há que se ter um equilíbrio e esse é o motivo do banquete. Eu me sirvo como bem entender.
Cuido-me para não estragar o penteado, sujar o vestido. Nunca se sabe quando alguém está para chegar. Há atrasados que nos chegam nas piores horas, é bom estar preparada.
Meu convite vale para uma vida inteira e eu só vou embora quando me cansar. Quando já tiver provado de tudo. Repetidas vezes.


Sabrina Davanzo

Um comentário:

Beta disse...

Que seja doce é meu lema, mas o agridoce é beem mais real!! Ah, vou comprar o livro...p;*