4 de mai de 2012

Bem-me-quer




Pétala
 a 
pétala 
a vida vai se desvendando no meu jardim.
Algumas vezes, 
dá de cair tristezas, 
um mal-me-quer aqui, 
outro ali.
Noutras, 
meus olhos têm de se acostumar às supresas 
de um bem-me-quer 
sem fim.
Eu, 
que sou raiz, 
recebo com serenidade o vento 
que faz tempestade de desprendimento 
e leva, 
uma 
uma, 
as pétalas de mim. 
Sabrina Davanzo 





Um comentário:

Amanda Mol disse...

Linda poesia, como sempre.
Muito obrigada pelo carinho dos créditos. ♥
Um beijo querida.