30 de dez de 2010

Novo de novo



Queridos e queridas,

Obrigada pela companhia diária e pelos comentários sempre lindos e inspiradores.
Desejo que 2011 seja o melhor ano de suas vidas,
cheio de paz, amor e muita saúde para correr atrás do que move cada um de vocês.


Feliz ano novo!

PS: estou meio ausente do blog, mas prometo resolver isso em janeiro.

Sabrina Davanzo



21 de dez de 2010

Mudança


Meu coração mudou-se de lugar,
foi morar no seu abraço.

Seu amor veio morar
num lugar vazio no meu peito.

E foi assim que nos tornamos vizinhos:
eu apaixonada por você e você por mim.


Sabrina Davanzo

18 de dez de 2010

Livro: Da gastrite e da Ira



A Milena de Almeida, uma amiga virtual muito querida,
acaba de lançar o seu primeiro livro de contos.
Os textos dela são sensacionais.
Se você quiser comprar o seu, é só clicar aqui:

Sabrina Davanzo


15 de dez de 2010

Sobre o que importa



O que realmente importa eu não quero mais saber.

Um viva à banalidade, à previsão do tempo,
à chegada do verão, ao índice monetário no Japão.

Aos assuntos que não ferem, que não ardem,
uma grande ovação!

Aos temas mais imbecis, nesse momento,
volto todo o meu interesse
como se deles dependesse a minha felicidade.

O que realmente importa eu quero guardar esquecido e abandonado
no lugar das coisas que não têm mais razão de se dizer.



Sabrina Davanzo

Agora



Vez em quando o agora é tarde.
O agora é nunca
e nunca mais torna a acontecer.
Vez em quando o agora é nada
e nada muda isso agora.

Sabrina Davanzo

12 de dez de 2010

Encontro



Hoje eu estou pronta para te encontrar.
Quero estar em teu abraço num laço que nunca mais vai se desfazer.
Hoje quero ouvir sua história e me mostrar para você.
Não demora, pois eu te quero agora, amanhã pode já não ser.
Hoje vou me permitir sentir teu gosto e provar que posso te pertencer.
Se é isso o que você quer também, não espere o mundo dar mais uma volta.
Eu estou bem diante da sua porta, me atende, meu bem.

Sabrina Davanzo

10 de dez de 2010

Bem-aventurados os que...

Maria é dessas tantas que nascem em um dia comum e recebem um complemento para o nome de acordo com as crenças e gosto dos pais. O complemento do nome dela não sei não, porque para Maria e para qualquer outro, tanto faz.
Se tivesse o que contar sobre ela eu contaria, mas sei tão pouco de Maria. Conheço apenas sua preferência pelo dia, sorvete de baunilha e lençóis brancos.
Maria é dessas que não se mostram, ouve batidas à porta e não vai abrir porque não espera ninguém. Não quer saber de conspiração do universo, coincidências do destino (se é que sabe lá o que isso significa).
Quando Maria ainda era Mariazinha a mãe viajou para vender doces nas redondezas e nunca mais voltou para lhe trocar as fraldas. Enquanto Maria crescia, ia esquecendo a feição da mãe. Hoje, a lembrança é só um borrão.
Maria é um pouco de tudo o que aprendeu e aprendeu direitinho todas as coisas porque muito cedo o suor já lhe deitava na cara. A vida nunca foi amiga de Maria. Brinquedo não teve, mesa farta não tem, beleza não tem, amigos não tem, amor não tem. A única coisa que sobra em Maria é ruga, mas ela mesma não acha que a vida é só amargura. Num domingo, durante a missa, experimentou a alegria quando o padre explicou sobre os bem-aventurados. Com todo seu histórico, Maria passou a acreditar que um dia o céu se abrirá bem diante dos seus olhos e ela será recebida como uma rainha. Maria tem essa esperançazinha que não a deixa por nada, e isso já basta para lhe fazer meio feliz.


Sabrina Davanzo

Papel de parede



Eu e o João Célio fizemos mais um papel de parede para a Papel e Tudo.
Se quiser baixar um, é só clicar aqui:
Papel e Tudo


Sabrina Davanzo

Utilidades



Eu estava no mercado para comprar arco-íris para o meu céu quando uma vendedora me alertou:
- Leva nuvens! Leva nuvens, minha filha, que não tem erro! No sol quente, ela é sombra. Para a aridez do coração, ela é regador. No ócio, ela brinca de adivinhação sendo formas variadas. Leva! Nuvens são camas para quem sonha alto e, no caso de uma queda, são tapetes, almofadas fofinhas espalhadas pelo chão.


Sabrina Davanzo

7 de dez de 2010

Um



Que hoje eu viva apenas este dia, plena de mim.
E que eu não tenha medo do que está por vir,
nem pena do que tem de partir.


Sabrina Davanzo

5 de dez de 2010

Mundo da lua


Já faz tanto tempo, mas de vez em quando parece que foi ontem. Às vezes, o que eu ouço não faz o menor sentido e o tempo parece só piorar. Tenho a impressão de que tudo está como antes, quando sei que nada mais é igual.
De vez em quando pareço ir para o mundo da lua, o relógio desperta e eu não quero acordar. Por que tem de ser tão difícil?
Deus, quando passa o próximo cometa? Quem sabe não parto com ele para outra galáxia ou talvez ele me traga de volta à terra. Enquanto isso.. só mais um minutinho....

Sabrina Davanzo

O que será


Demora um bom tempo para a gente perceber que a vida é que leva a gente e não o contrário.
Não sou eu quem escolho o que será do meu dia ao acordar. Posso programar a roupa que vou vestir, o sapato, mas não controlo o que acontecerá daí por diante.
Um dia mágico. Um dia trágico. Não cabe a mim desobedecer quem está no comando. Destino é o nome dado a essa mão invisível, capaz de mudar em alguns segundos toda a nossa trajetória.
Se eu ainda estou aqui e você está aí é simplesmente porque o destino quer que estejamos. Ele não brinca de acasos e eu estou convencida de que não adianta resistir.
Não sei o que será do amanhã, nem do fim dessa noite. Se tudo for como antes (e isso não é uma certeza para mim) o sol nascerá às seis da manhã.

Sabrina Davanzo

S. B. e E. tiveram mais uma chance ontem.