24 de jan. de 2013

Estranho

 Hoje meu coração amanheceu apertado.
Cheio de incertezas, como se navegasse à deriva.
Sem rumo, sem casa,
 carente não sei do que.
Hoje o meu coração acordou doído,
sofrido
 sem nenhuma explicação.
Eu tenho medo desses repentes.
Inconstâncias que fragilizam esse órgão já tão delicado
e alteram o ritmo da vida.
Quando fica assim,
coração parece querer dizer alguma coisa.
 "Tome cuidado", "afaste-se!", "Não faça isso, não vá por aí!"...
Como vou saber?
 Coração não sabe falar, só sabe sentir.
Sem entender,
fico aqui com esse aperto que dói sem doer.
Seria tão mais simples se o problema se limitasse a interpretação...
Coração, por favor, seja claro!
 O que você tem para me dizer?

Sabrina Davanzo

7 de jan. de 2013

Conselho para ser feliz no ano novo



Procure ser feliz por você mesmo, sem esperar por nada nem ninguém. Não deposite sua felicidade em alguém que pode partir a qualquer momento ou nem mesmo chegar. Já imaginou a responsabilidade que você transfere para as pessoas quando espera que elas alegrem os seus dias?
Não paute sua felicidade no aumento que você ainda não teve, nas roupas que você ainda vai comprar ou nas viagens que pretende fazer. Os momentos que você ainda não viveu não lhe pertencem.  Aprenda a contentar-se com o que você tem nas mãos hoje.
Trace metas e objetivos e cumpra-os. Quer emagrecer? Pare de adiar a dieta. Quer ajudar os outros? Não espere ganhar na mega sena para só então fazer caridade. Quer conhecer pessoas interessantes? Saia de casa e vá a lugares legais.  Quer ler mais? Tire os livros da estante e começo-os logo.
Ser feliz aqui e agora depende unicamente de você.  Só você pode, ao levantar, escolher as lentes que vai usar para encarar a rotina. Optar pelas cores, evitar os tons escuros, focar menos nos problemas, ampliar a visão para além, onde se encontram as soluções, pensar e agir positivamente. Exercícios simples, que não custam nada e fazem um bem danado. É pela sua própria leveza. É pela sua saúde mental, física e emocional.
Experimente. Faça um ano realmente novo dentro de você.
Sabrina Davanzo

2 de jan. de 2013

Recomeço



Em 2012, escrevi muito pouco. Não que tenha me faltado inspiração. Graças a Deus, vivi experiências de sobra que renderiam bons textos ou, pelo menos, bons temas. Mas parece que me sentia melhor guardando estas memórias numa espécie de caixa para poder revisitá-las sempre que quisesse sem que ninguém soubesse.
Eu sei... Soa meio egoísta, mas quem não o é, quando se trata das próprias emoções? Sem me dar conta, criei um retiro sentimental e agora acho que é hora de voltar a me abrir. Quero me expor de novo, questionar a vida, exaltar suas particularidades.
Como passei tanto tempo longe, estou insegura. Será que vou parecer repetitiva? Desinteressante? Preciso aprender a deixar fluir de novo, sem medo. Deixar a correnteza arrastar as palavras.
Uma coisa eu posso garantir: eu aprendi a falar de amor. Talvez eu conte sobre isso durante este ano todo... Talvez eu já nem tenha mais outro assunto.
Peço que tenham paciência comigo. Vou abrir a caixa e, aos poucos, revelar o que guardei com tanto cuidado.
É hora de me desvendar. Com licença, vou me re-apresentar.

Sabrina Davanzo 


Declaração


Eu poderia ter a sensibilidade da Marisa, a doçura da Mallu e a sensualidade da Roberta para cantar, no pé do seu ouvido, o que eu sinto por você.
Eu poderia ter a coragem de me arriscar, de largar tudo e enfrentar o desconhecido, igual ao personagem do filme que você mais gosta.
Eu poderia ter a genialidade dos profissionais que você tanto admira.
Eu poderia ter a beleza "sem-sal" da Maria Flor, sua atriz preferida, e quem sabe até um nome mais cool como o dela.
Poderia viajar com você por aí, por esses lugares que a gente só conhece pelo Instagram.
Eu poderia ser mais blasé como a Summer ou mais cult como o Tom, personagens do seu segundo filme preferido.
Poderia ser mais sexy como as mulheres que você vê na TV nas tardes de domingo ou ainda ser criatiavamente engraçada como os humoristas que você curte. 
Poderia escrever como o Marcelo Camelo, com palavras difíceis, frases desconexas que no fim fazem sentido para traduzir nossa relação.  
Eu poderia ser uma infinidade de combinações de personalidades que te agradam, mas eu sou exatamente do meu jeito e mesmo com todas estas ausências você me quer.
Você não exige de mim o que não posso ser, não quer me igualar ao seu mundo, apenas o compartilha comigo.
E eu aprendo sobre você. E eu o amo e admiro um pouco mais a cada nova lição.


Sabrina Davanzo 





21 de dez. de 2012

2013





Ano que vem...
A frase preferida para esta época onde o ano atual,
os últimos dias,
já não servem para mais nada.
A gente fica ansioso para o tempo passar
e os próximos 365 dias chegarem logo.
Não faltam planos, vontades, resoluções
para este começo totalmente novo
que o 1º de janeiro traz.
Da minha parte,
não me importo de começar o ano novo com tudo igual.
Como eu tenho andando modesta,
vou pedir que tudo permaneça.
Que eu continue amando e sendo amada com leveza.
Que eu continue confortável com minha profissão.
Que eu continue aproveitando a companhia de amigos e familiares queridos.
Que eu continue com saúde, alegria e paz.
Este foi um ano de colheita,
depois de um plantio realizado com muito esforço, dificuldades e solidão.
Hoje vivo num tempo de crescimento sem dor e com mais consciência.
Só tenho a agradecer
e pedir que tudo isso não mude.
Feliz tudo de novo!


Sabrina Davanzo



5 de dez. de 2012

é assim...


Eu já não tenho mais sonhos de menina, ilusões de mulherzinha; não me imagino uma princesa no castelo, nem espero que encontrem meu sapatinho na escada e me salvem de uma vida entediada.
O que me resta, meu Deus, não é nada além dessa dura realidade de que as coisas são o que são. Que as pessoas não mudam porque a gente quer, que o sol não vai aparecer só porque marquei de ir ao clube no domingo.
Eu já parei de passar produtos milagrosos nos cabelos para mantê-los esticados, já parei de esconder a idade; não me engano mais com a ideia da eterna juventude. Então é isso, Deus? A vida é uma eterna aceitação. Desde a perda da nossa boneca preferida até o fato dos cabelos ficarem brancos. E ai da gente espernear. Revoltar, então? Pode não. Adianta nada!
Só para você saber o quanto eu me esforço, eu já deixei de lado também aquela mania de querer o que eu, por puro gosto seu, não posso ter. Mas fico me perguntando: abrindo mão tanto assim... o que vai restar do que eu quero para mim? 

Sabrina Davanzo

25 de nov. de 2012

Lembranças




Acho que os sentimentos poderiam ser representados como pequenos souvenirs. 
Sabe quando a gente viaja para um lugar lindo e quer voltar com uma lembrança? Então, toda vez que a gente olha pra ela, voltam sensações, cheiros, sabores, saudades. 
Às vezes, deixamos esses pedacinhos de vida expostos na prateleira, perto de um livro, uma foto. Ali, eles estão sempre próximos, fazendo parte do dia a dia. Mas às vezes precisamos guardá-los na gaveta, no fundo do armário, no baú de emoções. Assim, não temos contato, não lembramos sempre, mas está lá, mesmo que com alguma poeira. 
E só de mexer nesses souvenirs (sim, porque às vezes é preciso), tudo volta à tona outra vez. E muitas vezes a poeira salta aos olhos, que ensaiam derramar lágrimas. Mas é assim. Acho que dentro da gente tem muita gaveta, prateleira, baús, caixas trancadas. E nem sempre o mais visível para os outros é o mais sentido por nós.  


Texto afanado de uma das prateleiras da minha amiga Laura Camarano 

12 de nov. de 2012

Pronta




Então aceitou a felicidade como ela é: imperfeita. 
Passou a aproveitar o que a vida lhe oferecia de bom
sem esperar que fosse para sempre. 
Certa de que algumas vezes as coisas se atrapalham
e as pessoas decepcionam, 
aprendeu a ter fé e paciência para esperar passar.  
Demorou algum tempo para crescer por dentro,
mas agora que aconteceu é um alívio. 
É uma trégua nessa guerra que no final é uma busca pela paz. 
Se isto é envelhecer, ela já está pronta. 
A menina, finalmente, tornou-se mulher. 

Sabrina Davanzo



8 de out. de 2012

s.o.s




Atirem-me ao mar! 
Ando tão cansada dessa segurança do convés, 
ela não me convém nenhum pouco. 
Quero agora experimentar as ondas, a temperatura da água, 
quero encarar o desconhecido. 
Atirem-me ao mar de possibilidades! 
Só não me deixem aqui, 
presa a esta tábua de salvação que nada oferece de arriscado. 
Atirem-me sem dó nem piedade 
que eu reúno forças e me viro, 
eu nado e nada poderá me deter, 
porque é no perigo e na aflição que a gente descobre 
a força e a vontade que tem de sobreviver. 

Sabrina Davanzo 


24 de set. de 2012

Já curtiu?



Você já conhece a página do Inverso Meu no Facebook? 
Está linda, cheia de imagens e textos inspiradores para você curtir e compartilhar. 

Essa foi a postagem de hoje: "Também sou pequena demais..." 

Assine a página e acompanhe o Inverso Meu no facebook também. 


Beijos 

Sabrina Davanzo 











10 de set. de 2012



Vontade de voltar, 
de ir, 
de não ficar aqui 
e talvez nem lá. 
Vontade de sair 
desse mesmo lugar, 
custe 
que 
custar. 
Desejo incontrolável 
de seguir 
sem saber a direção, 
a localização 
ou o idioma que se fala 
onde eu, 
enfim, 
parar. 
Quero andar até cansar, 
depois correr 
até  (me) perder 
as forças, 
a memória. 
Quero chegar no desconhecido, 
um lugar 
que nem sei onde fica 
e que 
talvez 
seja aqui dentro mesmo. 
Eu só preciso 
ter coragem de 
p a r t i r...

Sabrina Davanzo 

27 de ago. de 2012

...




Mas aconteça o que acontecer, 
a gente tem que ter fé na vida, 
na gente, 
na nossa capacidade de superar e renovar. 
No mais, é seguir em frente. 
Porque a gente nasceu para ser nômade. 
Não pode ficar muito tempo 
parado no mesmo lugar. 


Sabrina Davanzo 

Pelos meus cálculos




Nós dois: 
Eu e você. 
Se você vai: 
Dois menos um. 
São três: 
Eu, você e a saudade. 


Sabrina Davanzo 




"...posto que é chama..."




Não sei por quê. 
Não sei até quando. 
Nem até onde. 
Só sei que é agora. 
Que hoje é tudo. 
Que esta é a nossa hora.

Sabrina Davanzo 




12 de ago. de 2012

Abrigo





O amor é feito casinha de joão-de-barro: 
é construído devagar, no dia a dia. 
Sua matéria-prima é simples, 
mas aquece, acolhe. 
E a gente mora ali cheio de fé, 
confiantes de que estamos protegidos 
das nossas próprias tempestades 
e do vento frio da solidão. 

Sabrina Davanzo 



24 de jul. de 2012

Aos meus amigos




Cada pessoa que passa por nós representa um passo na nossa evolução. Cada uma, com seu jeito particular, traz uma lição que a gente deve gravar. 
Na presença e na ausência (ainda mais) sempre há o que aprender com elas. Com Marias e Joãos a gente aprende a ser leve, ser livre, ser cult, nerd, romântico. Aprende a falar palavrão, algumas palavras em alemão, aprende a beber e gostar de comer coisas que gente nem conhecia. 
Passamos de um amigo ao outro descobrindo como ser nós mesmos. A gente se encontra na parte de cada um que nos toca e nos apossamos dessa metade que nos completa. 
Não importa quanto tempo duram estas aulas: uma vida toda, a infância, o início da adolescência, o horário de trabalho, estamos sempre aprendendo mesmo que, invariavelmente, algumas pessoas tenham que se ausentar (talvez para sempre), pois a vida é seletiva: para preenchê-la é preciso esvaziar-se. 
Eu perdi muitos amigos ao longo do caminho, ganhei outros tantos, mas jamais me esqueci por completo de qualquer um deles. Mesmo que seja apenas pelo som de uma risada já distante, por uma cicatriz no joelho ou ainda pela cumplicidade há muito compartilhada, trago em mim a marca indelével de quem me ajudou a ser quem eu sou.  

Sabrina Davanzo 



23 de jul. de 2012

InVerso Meu no Facebook


O Inverso Meu, finalmente, tem uma página no facebook. 
Espero todos vocês lá. 

<3 



Sabrina Davanzo 

22 de jul. de 2012

Pausa

Tenho andado tão feliz que me parece um pecado traduzir em palavras o que estou sentindo. É como se a vida me pedisse: "viva e não pare para entender ou dar explicações". 
Talvez seja porque a felicidade é efêmera. Quando nos damos conta ela já está de saída. Então, estou aqui - vivendo o que há para viver, aproveitando e agradecendo cada minuto. 
Eu estou andando sobre nuvens e é tão macio por lá que até me esqueço que estou descalça. Ando rindo à toa, sem ter nada para dizer e muita coisa para sentir. É quase um êxtase consciente, um presente de Deus para compensar a rotina de ser. 
Eu prefiro não dar nomes, mas suspeito que essa felicidade mansa seja amor. Vou deixar ela ficar o tempo que quiser e tentar não raciocinar, porque sempre dá um medo sabe? Toda essa entrega... 
Mas agora, vou ali fechar os olhos, tirar o pé do chão, abrir os braços e saltar. É tão raro a vida fazer esse convite... quem sou eu para recusar. Aceito e voo. 

Sabrina Davanzo





26 de jun. de 2012

Inverso Meu para Papel e Tudo



A Papel e Tudo, uma loja que faz que faz cartões e presentes com alma, me convidou para criar textos exclusivos para a sua nova linha de cartões - Pra Enfeitar o olhar. Confira o resultado no site e encomende o seu. 

Enfeite olhares clicando aqui! 

Sabrina Davanzo 

19 de jun. de 2012

O grande (re) encontro




Um dia você descobre que verdadeiros encontros não acontecem quando você está com a sua melhor roupa na balada, pronta para ser notada. 
Eles acontecem quando você é apenas você e está lá, no mesmo lugar que um outro alguém, ainda desconhecido, também está.
As melhores surpresas da vida acontecem numa ida a um lugar sem importância, em uma terça-feira antes da novela, durante uma música de três minutos e meio e você não tem que fazer nada de especial para isto.
Quando chega a sua hora, você, sem perceber, está no lugar certo, na hora certa, e nada impede que este encontro aconteça. Não importa quantas centenas de pessoas estejam ao redor – vocês se reconhecem.
O querer é tão natural - ele gosta do seu cabelo e você dos olhos dele – que parece não haver outra possibilidade: você permite, de coração e sem medo, que o encontro aconteça.
De alguma forma você se sente pronta para tudo que está prestes a acontecer sem, de fato, ter se preparado para nada.
Não é só corpo, é alma. E desse momento em diante, as horas passam rápido, mas você não tem pressa. Você ocupa seus dias com encontros, mensagens, pensamentos, mas você está livre. Você se envolve cada vez mais na vida do outro, mas tudo é leveza.
Nada de jogos sentimentais. Você sabe o que quer e ele quer o mesmo que você. Não existem segredos, não tem mistério, não há o que esperar nem temer. Vocês estão juntos antes mesmo de entenderem como tudo aconteceu.
E é bom. E você finalmente percebe que desejou esse encontro por muito tempo, mas só quando parou de esperá-lo, ele aconteceu. 


Sabrina Davanzo