Ficou ali, observando o passarinho na gaiola que voava pra aqui e pra ali todo atarefado. E comia. E cantava. E bebia água e voava baixinho e curto de novo.
- Não te cansas essa monotonia? Quanto tempo ainda há de aguentar, até que te tornes livre para viver?
O passarinho estufou o peito, afinou o bico e respondeu:
- Ora, pois eu já vivo. A vida é peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, pouco importa onde instalaram o meu palco, trato logo é de ser um bom ator.
Sabrina Davanzo