10 de jul. de 2011
Do lado de fora
7 de jul. de 2011
Passo a passo
Lição número 1 para ser feliz de verdade:
pare de achar que coisas mais ou menos são boas.
Pessoas, sentimentos mais ou menos serão sempre mais ou menos.
O que é bom nasce bom.
Sabrina Davanzo
5 de jul. de 2011
27 de jun. de 2011
Lição
22 de jun. de 2011
Sobre não esperar por ninguém
Para Gabi, Jéssica, Lili e Paloma:
De todas as coisas que foram ditas,
a mais importante ficou sufocada nas entrelinhas:
a gente não sabe o que vai ser e, apesar do amor que existe,
a cada uma só cabe contar com a própria metade.
Sabrina Davanzo
8 de jun. de 2011
Faz de conta
7 de jun. de 2011
Significado
Esperança é quando a gente tem um guarda-chuva colorido
para usar nos dias de tempestade.
6 de jun. de 2011
Pra quem é de qualquer lugar
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Sabrina Davanzo
3 de jun. de 2011
Conversa
No fim, eu sempre te obedeço, mas como eu fujo dessa hora. Deve ser por isso que dói por dentro.
Em que estrela você mora?
E se eu te pedir para esperar só mais um pouco (tenha paciência comigo)?
Ainda não sei o que fazer... por enquanto eu vou ficando...
Aparece e conversa comigo?
Você sabe de tudo, você sabe de mim.
Preciso de você.
Sabrina Davanzo
29 de mai. de 2011
Fim
26 de mai. de 2011
22 de mai. de 2011
Sem sentido
escutar e não ouvir
tocar e não sentir
falar e não dizer
por que meus sentidos me traem?
Sabrina Davanzo
19 de mai. de 2011
Ainda não
Sabrina Davanzo
Aceita?
A gente pode tomar um café.
Tomar um avião e ir pra Paquetá (nem sei se é brega, mas vá lá...). Vai que dá?
Não se faça de difícil não.
Vem, toma minha mão e me leva pra qualquer lugar.
Eu sei que pode ser irrelevante o que eu sinto nesse momento,
mas é importante (pelo menos para mim) que você saiba que eu não sou sempre assim,
não costumo me oferecer. É que eu to querendo mesmo você.
Diz que sim? Será um prazer.
Sabrina Davanzo
*Inspirado em um Job aqui da agência = )
15 de mai. de 2011
Suspeita
- tsc, tsc, tsc. Sua boba, você não sabe de nada.
Tomara mesmo que eu não saiba e que os seus planos sejam maiores do que as minhas perspectivas. Eu não quero entender, só quero confiar que cada coisa acontece no tempo e do jeito certo para que eu possa viver plenamente.
(Amém)
Sabrina Davanzo
À deriva
Os braços tentam se agarrar às ondas, os pés tentam encontrar a terra firme. É pouco fôlego e muita água num lugar que de vazio não tem nada. O mar é cheio, tão cheio que engole a gente com medo e tudo.
O mar revira os cabelos, arranca a roupa com violência. Expõe nossa nudez diante de quem está seguro na areia. E quem é que vem nos salvar? Ninguém se arrisca... o mar é traiçoeiro.
A gente torce por um milagre, torce para sair nadando na marra, fecha os olhos para não enxergar o que existe no fundo e bate os braços. A gente não para de bater. Nunca. Até o fim.
Sabrina Davanzo
13 de mai. de 2011
Estado Sólido
A capacidade dos girassóis de se voltarem para a luz.
O bumbum dos vagalumes que ilumina a escuridão.
As abelhas e formigas que se relacionam sem se afetarem.
A cambalhota - mecanismo de defesa - do tatu bola.
Tem vontade de ser qualquer coisa menos humana (limitada) quando se detém nas espertezas do universo.
Tem vontade de ser outra menos preocupada com o que está por dentro e mais conectada com o que há por fora.
Ás vezes, é tanta nunvem que parece que o sol desistiu e foi embora. Quando é assim, ela ouve a musiquinha que fica tocando lá onde está guardado o coração. Um ritmo macio (tum tum - tum tum - tum tum) canta que "se o sol não vier hoje outro dia ele vem.... lalala.. outro dia ele vem. Não fique triste, meu bem."
Sabrina Davanzo
12 de mai. de 2011
Premonição
Pode ser um arrepio, um calafrio percorrendo a espinha. Pode ser uma espécie de sussurro ou o piscar de uma luz na escuridão.
3 de mai. de 2011
Verbo
E se eu viajasse?
E se eu (não) fugisse?
E se eu (não) ficasse?
E se eu dormisse?
E se eu (não) me escondesse?
E se eu não ligasse?
E se eu escolhesse?
E se não?
E se eu (não) falasse?
E se eu corresse?
E se eu (não) aceitasse?
E se?
E se eu me entregasse?
E se eu não engolisse?
E se eu não (me) respeitasse?
E se eu (não) duvidasse?
E se eu amasse?
E se não?
E se eu acreditasse?
E se eu (não) fosse?
E se eu desistisse?
E se?
não
Verbo é ação. Eu sou feita de verbos.
Todo verbo implica a existência de um tempo que define para sempre o que será pretérito (perfeito ou não) e o que será o futuro. O presente é uma decisão.
Embora me custem um pouco de alma para serem conjugados, não fossem eles talvez eu nem vivesse.
Sabrina Davanzo
2 de mai. de 2011
Perdas
Estou exausta por ter insistido tanto... Perdi.
Entrego os pontos com uma sensação de que foi ridículo ter tentado,
ter usado todas as armas que eu tinha, ter me exposto tanto.
Mas eu nunca saberia...
Você venceu, destino.
Vou me retirar, preciso me preparar para a próxima batalha.
Sabrina Davanzo
29 de abr. de 2011
Cárcere
Gaiolas,
por mais bonitas, espaçosas,
coloridas e confortáveis que sejam,
são sempre prisões.
A gente deveria parar de acumulá-las nas paredes da alma,
encarcerando sentimentos e pessoas.
Vive mais feliz o coração que pode,
a qualquer momento,
alçar voos e pousar onde quiser.
É sempre mais doce e sereno
o que cresce sem limitações.
Deixa vir..
Deixa partir quando chegar a hora...
Sabrina Davanzo
27 de abr. de 2011
Na pele
Se eu soubesse como não me deixar consumir por qualquer coisa, eu seria mais inteira. Sempre coloco um peso que não posso suportar nas situações e me despedaço. Queria não me importar tanto porque no fim acontece o que tem de acontecer, independente das minhas vontades. E isso também passa.
Queria me impressionar só com o que vale a pena, gastar mais meu tempo com as coisas possíveis, com a felicidade real, e menos com as suposições.
Estou sempre tão preocupada com as respostas que esqueço de contemplar as perguntas e acabo não sabendo nem o que buscar. Perdida entre o que está por vir e o que ficou para trás, não aproveito o presente. As conexões me roubam a atenção, enquanto eu deveria apreciar o destino para onde elas me conduzem.
Falta equilibrio, sobra frustração. Eu vivo elevada ao quadrado, à máxima potência de sentimentos.
Descubro em minha própria pele que sofre mais quem se entrega e se apega. Eu sofro.
Sabrina Davanzo
26 de abr. de 2011
19 de abr. de 2011
Imortal
18 de abr. de 2011
Fé
Ela tem uma fé inabalável. Em meio a tantos desvios, erros e desilusões, essa fé continua acesa, afirmando que ainda dá para continuar.
"Nunca houve uma noite ou um problema que pudesse derrotar o nascer do sol ou a esperança"
Sabrina Davanzo7 de abr. de 2011
Quando
Só quando ela não esperar mais nada
quando estiver livre de qualquer interesse
quando tiver certeza de que estará salva
quando sentir que acabou
terá coragem de se aproximar
Vez em quando ela queria estar pronta
(seria essa vontade uma prova de que não se recuperou?)
Para em seguida não querer estar
(só para não ter que encarar?)
Existem duas possibilidades:
Descobrir que passou
Perceber que não terminou
Ela gosta de nunca mais
Mas também acha bonito o quem sabe um dia
Sabrina Davanzo
6 de abr. de 2011
Explicação
31 de mar. de 2011
Sem saída
25 de mar. de 2011
Conselho
Sempre que for tomar alguma decisão,
pare e pergunte a si mesmo: "eu posso me arrepender disso?"
Se a resposta for sim, não siga em frente.
Sabrina Davanzo
23 de mar. de 2011
Agridoce
Por não saber como será essa festa, dá vontade de ficar em casa. Mas seu eu ficar o que é que vou ter para contar? É preciso ir e experimentar os doces e salgados. Os líquidos e os sólidos. Se alguma comida não me agradar, sempre dá para andar pelo salão e conhecer os outros convidados, dançar alguma música.
Tem que ter boa vontade. Tenho aprendido que nada é de tudo ruim e que é por isso que existe o agridoce. Para os indecisos. Para não ser tão trágico, nem maravilhosamente emocionante.
Há que se ter um equilíbrio e esse é o motivo do banquete. Eu me sirvo como bem entender.
Cuido-me para não estragar o penteado, sujar o vestido. Nunca se sabe quando alguém está para chegar. Há atrasados que nos chegam nas piores horas, é bom estar preparada.
Meu convite vale para uma vida inteira e eu só vou embora quando me cansar. Quando já tiver provado de tudo. Repetidas vezes.
Sabrina Davanzo
Teoria das relações
. . .
Eu fico sozinha.
Eu aprendo a estar sozinha.
Eu gosto da minha companhia.
Você aparece.
Eu continuo gostando de estar sozinha.
Você é gentil e divertido.
Eu acredito em você.
Eu quero estar com você.
Eu não quero mais estar sozinha.
Você vai embora.
Eu fico sozinha.
Eu aprendo a estar sozinha.
Eu gosto da minha companhia.
Outro você aparece.
Eu continuo gostando de estar sozinha.
O outro você é gentil e divertido.
Eu acredito no outro você.
Eu quero estar com o outro você.
Eu não quero mais estar sozinha.
O outro você vai embora.
Eu fico sozinha.
. . .
. . .
Outro aparece.
. . .
. . .
Outro vai embora.
. . .
. . .
Eu acredito.
. . .
. . .
Eu fico sozinha.
. . .
. . .
Eu não quero mais estar sozinha.
. . .
Outro aparece.
. . .
. . .
. . .
Eu fico sozinha.
Sabrina Davanzo
18 de mar. de 2011
Sincero
uma bofetada na cara dos sonhos.
Pode ser aquela pedra amarrada na ponta da corda
que faz peso para o balão não sair do chão.
Se a verdade que você queria ouvir é irreal demais,
a sinceridade acaba doendo mais que uma mentira.
Ainda existe gente sincera.
Mas também ainda existe gente que quer voar.
Sabrina Davanzo
Limbo
porque amar é deixar-se enlouquecer conscientemente.
Um amor abortado é aquele em que por infinitas razões essa entrega não foi consentida.
Esse passa a ser um quase-amor
e vaga para sempre no limbo com a estigma de "poderia ter sido".
Sabrina Davanzo
16 de mar. de 2011
Confesso
Tive um problema sério com umas borboletas no estômago
que subiram para a cabeça e tomaram conta da minha razão.
Encantada pelas cores que borboletavam ao seu redor,
essa que deveria cuidar de mim, não dava conta nem dela.
Tomei uma solução drástica:
Infelizmente, cacei as borboletas.
Tem horas que o crime mais grave
é permitir que a consciência tire os pés do chão.
15 de mar. de 2011
Bagagem
Pudesse eu encontrar a solução para teus problemas caída por aí, a traria logo para tuas mãos. Mas acontece que essa é uma tarefa pessoal e intrasferível, o máximo que posso fazer é estar ao seu lado durante a busca.
Posso oferecer luz quando a noite chegar e trazer um pouco de conforto quando o cansaço tomar conta do teu corpo.
Você sabe que é durante essa tentativa de encontrar a solução que você vai crescer não sabe?
É bem aí que você vai descobrir a força que tem e a sua capacidade de se superar.
Eu sei que você não vai desistir, fechar os olhos é pior...
Considere isso um teste para a próxima fase, você precisa se preparar.
Na sua mala tem tudo o que precisa: você leva as melhores vibrações e o carinho de todos aqueles que te amam e torcem por você.
Sabrina Davanzo
11 de mar. de 2011
Estou aqui
Para Fran - minha amiga, minha irmãAmiga,Estou aqui tentando entender por que é que essas coisas acontecem...Eu lembro de quando a gente era nova, sentada na calçada falando da vida. Quem diria que a vida iria maltratar vocês assim... a gente era tão feliz.Nós fomos criadas com tanto amor, com tanto cuidado, mas alguma coisa deu errado para eles e eu não sei dizer o que.Algumas pessoas sabem lidar melhor que as outras com as perdas, com os nãos, com as dores.A gente era tão imatura... encarou tudo do jeito que deu... e deu. Olha a gente aqui para provar. Mas para eles alguma coisa não se encaixou diante da doença da sua mãe, do abandono do seu pai, da ausência do que antes era fartura.Por que é que a gente não percebeu que as coisas iriam acabar assim? Acho que é porque, embora tenham cometidos erros graves, eles são como a gente, são seu sangue. Não dá para acreditar que alguém entre nós terá coragem de libertar seu monstro interior.Já vi muitas brigas de vocês, já vi ele com o pé quebrado, ela com o rosto cheio de pontos, já vi o desespero da sua mãe, já vi as reclamações de todos, mas não estava preparada para ver o desenrolar dessa história.Em toda a minha vida, nunca estive tão próxima de uma situação como essa. É coisa de televisão. E lá, na tela, quando via, achava um absurdo as pessoas se preocuparem com quem cometeu o crime, quando quem estava sofrendo era a família da vítima. Eu sinto pena deles. Sei que eles podem ser bons, como foram antes desse pesadelo começar. Hoje descobri que não existe culpados. Todos somos vítimas. Vítimas das injustiças da vida que nos conduzem por caminhos que nem sempre são os melhores para nós. Quando foi que tudo começou, amiga? A gente era tão jovem para se dar conta de quão fundo o poço poderia ser... Eu não entendo... ela e ele tiveram as mesmas chances que você. Por quê?De repente eles começaram a levar uma vida tão obscura que era demais para nossa imaginação. Eu dei aula pra eles de verdade, lembra? Você deu aula de mentirinha na escolinha que você montou na antiga casa da sua vó... parece que eles não aprenderam nada...O que sua mãe fez para merecer ver os filhos padecerem dessa forma?Apesar das estatísticas e dos exemplos diários de que pessoas que comentem crimes dificilmente se regeneram, não quero acreditar que para eles acabou. Talvez agora, cada um em sua cela, possam lembrar das tardes que a gente brincava e que eles eram "café com leite". Ela ainda tem o mesmo sorriso, amiga...Todo caminho tem volta? Eu não sei.. eles é que vão poder nos dizer.Talvez eles tivessem que passar por isso. De alguma forma a vida foi tecendo cada detalhe para que tudo isso acontecesse. Eu lembro da gente tentando ser feliz com todos os poréns. Eu lembro da gente na caminhonete, lembro de quando eles viraram adultos antes de nós, que somos mais velhas.Queria voltar no tempo, amiga. Queria que sua mãe nunca tivesse ficado doente, que seus irmãos não tivessem deixado a escola, que você tivesse menos responsabilidades tão jovem. Queria ter presenciado outra história...Sua irmã teve um filho antes de nós, amiga. As coisas para eles sempre foram precoces, até a dor. A gente nunca entendeu porque para os dois as fatalidades pesaram tanto. Mas a gente sabe que não é fácil ter os armários vazios, a casa vazia e o peito cheio cheio de tormenta.Não sei se foram as amizades, se fomos nós, se foram as drogas, só sei que desde muito cedo eles se enveredaram por caminhos tão difíceis que a gente não tinha coragem de percorrer para ir buscá-los. Talvez nem adiantasse... porque o que tem de ser, tem força.Hoje vocês estão vivendo o outro lado, amiga e pela nossa proximidade também estou vivendo um pouco. E quanto aos dois... eram crianças quando tudo começou. Quando essa história começou a ser contada, eles mal sabiam ler. Hoje eles são mais vividos que nós e trazem o peso de seus crimes nas mãos. Olha isso, amiga: crime. Que pesado.. a gente não imaginava...
Acho que aqui não existe culpados. Não é o seu pai, o fato de sua mãe não ter podido ser mais presente, ou você...
E depois de tudo, ela ainda tem o mesmo sorriso... Que Deus esteja com vocês, com eles e com todas as famílias que passam pelo mesmo problema.
10 de mar. de 2011
Lembranças
Tenho gostado da minha companhia e tido mais paciência com as minhas falhas.
Descobri o prazer de me apaixonar pelos momentos e não pelas pessoas. E já foram tantas paixões...
Quanta coisa já vivi depois de achar que fosse morrer...
Ontem fui à praia e o mar estava calmo, como eu tenho tentado ser desde então. Deixei que toda aquela água fria cercasse meu corpo morno e depois fiquei observando as partículas de sal grudadas à pele, porque sempre fica uma lembrança, independente da intesidade do contato.
O dia não estava tão claro, como algumas coisas também ainda não estão, mas entre uma nuvem e outra havia os raios de sol. Eu sabia que eles estavam lá, igual a essa felicidade que não precisa de motivo para existir que eu tenho sentido.
Caminhei pela areia na companhia de pensamentos leves... Diante daquela imensidão, me dei conta de como o tempo voou. Eu estou cada dia mais madura e sem certeza de nada. Isso é o que tem me movido. Tivesse eu todas as respostas, não havia mais necessidade de continuar.
Vez em quando a vontade de acelerar o passo, sair correndo me assalta, mas percebo logo e trato de prendê-la à realidade dos acontecimentos.
Meu coração está aprendendo a amar de forma pura e serena. Eu estou sã e salva.
Sabrina Davanzo
23 de fev. de 2011
Sobre abrir mão
21 de fev. de 2011
Doida
17 de fev. de 2011
Verdade
14 de fev. de 2011
Trilha
13 de fev. de 2011
7 de fev. de 2011
Felicidade
3 de fev. de 2011
2 de fev. de 2011
?
31 de jan. de 2011
Sobre problemas e soluções
Quando acabarem todas as tuas opções, você pode tirar os olhos do problema e deixar que ele se resolva por si só, porque nada nesta vida fica sem solução.
Simplesmente tire os olhos, distraia sua atenção, flutue sobre todo o pessimismo.
Mais cedo ou mais tarde, uma luz aparece, entra pela fresta que você esqueceu de vigiar e clareia tudo.
Às vezes, respirar ajuda. Vá tomar um ar fora do quarto escuro. A chave está em suas mãos, destranque a porta e saia com suas próprias pernas, com sua própria força.
Quando voltar, uma nova energia terá tomado conta do lugar, tudo parecerá diferente e menos complicado do que anteriormente.
Não permaneças focado no impasse, procure pela resolução nos lugares mais improváveis, fique atento aos conselhos de amigos, às atitudes de estranhos diante de seus próprios dilemas. É aí que o auxílio mora.
Não se feche, não se considere uma causa perdida.
Tudo tem um propósito e você só conseguirá identificá-lo se mantiver seu pensamento livre de culpas e autopiedade.
Sabrina Davanzo
29 de jan. de 2011
Nacionalidade
20 de jan. de 2011
17 de jan. de 2011
Casa nova
12 de jan. de 2011
Menino
Deixa o tempo ir...
Se não der corda, o tempo não zomba, não se demora.
O tempo passa sorrindo quando está livre.
O tempo, assim como o menino, não foi feito para ficar preso aos pés das vontades.
Tem vida própria o menino. E cresce e vai longe...
Se te assentas na beira do rio e gasta tuas horas a distrair-te, o tempo ganha asas e voa. Some como o menino que se enfia em algum canto e a mãe procura e procura. Mas se te assentas à espera de alguém, ele faz manha, se agarra em teus cabelos e não sai de perto.
Deixa o tempo brincar...
Como um menino levado que tira tudo do lugar, o tempo também muda tudo. O tempo muda sentimentos, muda o menino, faz ele virar homem. Eis o poder do tempo.
Sabrina Davanzo
7 de jan. de 2011
Viagem
Invade minha cabeça, olhos, ouvidos,
desregula meus sentidos.
E eu caminho sem ver, falo sem perceber.
(Fico esperando sua vontade me querer)
Você é um vicio delicioso
que estimula minha vontade de viver.
Sabrina Davanzo
4 de jan. de 2011
3 de jan. de 2011
Lado A
A vida escolhe a música, vira o disco,
determina nossos passos, mas eu não posso reclamar.
Nesses últimos tempos,
lindas canções têm me embalado e tirado para dançar.
Sabrina Davanzo
30 de dez. de 2010
Novo de novo
Obrigada pela companhia diária e pelos comentários sempre lindos e inspiradores.
Desejo que 2011 seja o melhor ano de suas vidas,
cheio de paz, amor e muita saúde para correr atrás do que move cada um de vocês.
Feliz ano novo!
PS: estou meio ausente do blog, mas prometo resolver isso em janeiro.
Sabrina Davanzo
21 de dez. de 2010
Mudança
Meu coração mudou-se de lugar,
foi morar no seu abraço.
Seu amor veio morar
num lugar vazio no meu peito.
E foi assim que nos tornamos vizinhos:
eu apaixonada por você e você por mim.
Sabrina Davanzo
18 de dez. de 2010
Livro: Da gastrite e da Ira
15 de dez. de 2010
Sobre o que importa
O que realmente importa eu não quero mais saber.
Um viva à banalidade, à previsão do tempo,
à chegada do verão, ao índice monetário no Japão.
Aos assuntos que não ferem, que não ardem,
uma grande ovação!
Aos temas mais imbecis, nesse momento,
volto todo o meu interesse
como se deles dependesse a minha felicidade.
O que realmente importa eu quero guardar esquecido e abandonado
no lugar das coisas que não têm mais razão de se dizer.
Agora
Vez em quando o agora é tarde.
O agora é nunca
e nunca mais torna a acontecer.
Vez em quando o agora é nada
e nada muda isso agora.
Sabrina Davanzo
12 de dez. de 2010
Encontro
10 de dez. de 2010
Bem-aventurados os que...
Se tivesse o que contar sobre ela eu contaria, mas sei tão pouco de Maria. Conheço apenas sua preferência pelo dia, sorvete de baunilha e lençóis brancos.
Maria é dessas que não se mostram, ouve batidas à porta e não vai abrir porque não espera ninguém. Não quer saber de conspiração do universo, coincidências do destino (se é que sabe lá o que isso significa).
Quando Maria ainda era Mariazinha a mãe viajou para vender doces nas redondezas e nunca mais voltou para lhe trocar as fraldas. Enquanto Maria crescia, ia esquecendo a feição da mãe. Hoje, a lembrança é só um borrão.
Maria é um pouco de tudo o que aprendeu e aprendeu direitinho todas as coisas porque muito cedo o suor já lhe deitava na cara. A vida nunca foi amiga de Maria. Brinquedo não teve, mesa farta não tem, beleza não tem, amigos não tem, amor não tem. A única coisa que sobra em Maria é ruga, mas ela mesma não acha que a vida é só amargura. Num domingo, durante a missa, experimentou a alegria quando o padre explicou sobre os bem-aventurados. Com todo seu histórico, Maria passou a acreditar que um dia o céu se abrirá bem diante dos seus olhos e ela será recebida como uma rainha. Maria tem essa esperançazinha que não a deixa por nada, e isso já basta para lhe fazer meio feliz.
Papel de parede
Se quiser baixar um, é só clicar aqui:
Papel e Tudo
Utilidades
7 de dez. de 2010
Um
5 de dez. de 2010
Mundo da lua
Sabrina Davanzo
O que será
22 de nov. de 2010
Cambalhota
Para ter uma ideia de como as emoções lhe chegam, imagine uma cambalhota. O mundo fica de cabeça para baixo, tudo fora do lugar por alguns instantes. A vida gira, gira e para, de repente, num solavanco. Não entende muito de gravidade, nem de física. Pensa que o assunto é de anatomia: um corpo dobrado, pescoço curvado e... virou!
Quando se estica, tenta perceber o lugar que estava normal, depois ao contrário e então, normal de novo. Ou será que é do outro jeito que é certo? Nunca vai entender. Só sabe que qualquer coisinha revira tudo.
Sabrina Davanzo
18 de nov. de 2010
Dicionário
E se:
Grande depósito imaginário para onde vão todas as histórias/fatos que deveriam ter acontecido e por alguma razão não aconteceram.
Sabrina Davanzo